O movimento é a base pela qual a criança explora o mundo. Antes de falar, ela alcança, rola, senta e se desloca, e é assim que aprende sobre espaço, distância e o próprio corpo. Quando o desenvolvimento motor atrasa, o impacto vai além do motor.

Marcos motores de referência

  • 3 meses: sustenta a cabeça quando de bruços
  • 6 meses: rola e senta com apoio
  • 8 a 9 meses: senta sem apoio com estabilidade
  • 9 a 12 meses: se desloca, engatinhando ou de outra forma, e fica de pé com apoio
  • 12 a 18 meses: anda de forma independente
  • 2 anos: sobe degraus com apoio, corre com alguma estabilidade

Sinais de alerta

  • Corpo muito mole ou muito rígido ao ser manuseado
  • Usar sempre o mesmo lado do corpo, ignorando o outro
  • Preferência marcante por uma das mãos antes de 1 ano e meio
  • Andar persistentemente na ponta dos pés
  • Quedas frequentes e desajeitadas fora do esperado para a idade
  • Cansaço excessivo em atividades que os colegas fazem sem dificuldade
  • Cabeça sempre virada para o mesmo lado nos primeiros meses
  • Perda de habilidades motoras já conquistadas

Quem mais se beneficia

Além dos bebês com atraso motor, a fisioterapia infantil acompanha crianças com paralisia cerebral, síndromes genéticas, doenças neuromusculares, alterações ortopédicas e crianças em recuperação de cirurgias ou lesões.

Bebês prematuros também costumam ser acompanhados de forma preventiva, porque têm maior probabilidade de apresentar diferenças no ritmo motor.

Como funcionam os atendimentos

Ao contrário do que muitos pais imaginam, o atendimento não é um treino cansativo. Ele é planejado como brincadeira com objetivo terapêutico. O profissional cria situações que levam a criança a produzir o movimento desejado por vontade própria, porque o movimento buscado ativamente vale muito mais que o movimento passivo.

A família recebe orientação de posicionamento e de estímulos para o dia a dia, já que a repetição em casa é parte essencial do resultado.

O que é o Conceito Bobath

Em crianças com alterações neurológicas, é comum ouvir falar do Conceito Bobath, também chamado de Tratamento Neuroevolutivo. É uma abordagem reconhecida internacionalmente que usa manuseios específicos para facilitar padrões de movimento mais funcionais, sempre dentro de atividades que fazem sentido para a criança.

Na dúvida, avalie

Uma avaliação não compromete a família com um tratamento longo. Ela esclarece se o que você observa está dentro do esperado ou se merece acompanhamento. E, quando há algo a trabalhar, começar cedo aproveita o período em que o sistema nervoso mais responde.